HECI - ES - 2014 - R1 - 1

Questão 12

Paciente 66 anos, com história de estenose aórtica moderada em ecocardiograma realizado no ano de 2011, deu entrada no pronto-socorro do HECI em setembro de 2013 em edema agudo de pulmão grave, foi entubada após sedação com midazolam fentanil e transferida ao CTI. No CTI, foi medicada com diuréticos e anti-hipertensivos, foi mantida sob sedação apenas com propofol, repetido ecocardiograma mostrando agora estenose aórtica grave. Após melhora significativa da radiografia de tórax, cerca de 36 horas da admissão, foi suspensa sedação com despertar imediato, porém devido à agitação psicomotora, foi extubada sem a realização do teste de respiração espontânea. Logo após, e devido extrema agitação psicomotora, hipertensão (210 x 100) e taquicardia sinusal (150 bpm), apresentou recidiva do edema pulmonar, sendo reentubada. Novamente medicada e sedada com propofol, sendo acrescido risperidona para controle da agitação psicomotora apresentada. Nesse mesmo dia da reintubação, e devido mudança do aspecto secreção pulmonar, foi colhida cultura de aspirado traqueal. Um dia após, iniciou febre. Dois dias após, resultado da cultura do aspirado com S. aureus multissensível sendo iniciado Oxacilina. Nesse mesmo dia a febre permaneceu constante, elevada, em torno de 39,5/40 graus, acompanhada de tremores generalizados, refratária ao tratamento antitérmico e compressas de gelo. Manteve esse mesmo padrão de febre persistente após 48 horas de antibiótico, acompanhado ainda de labilidade pressórica significativa, leucocitose de 35000 com PCR de 60 e alteração leve de TGO e TGP. Hipótese diagnóstica e causa de refratariedade da febre?:
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