Questão 29
J.S.S., de 22 anos, do sexo masculino, foi admitido no pronto-socorro após ferimento por arma branca em região abdominal. Familiares negaram o uso de álcool ou drogas ilícitas. Ao exame físico, o paciente apresentava-se com sangramento ativo de grande monta e desorientado no tempo e espaço. Os sinais vitais eram: FC: 132 bpm. PA: 80 x 40 mmHg. FR: 35 irpm. Peso: 82 Kg. J.S.S, foi adequadamente conduzido pelo médico emergencista e evoluiu com melhora clínica gradativa. No terceiro dia de internação hospitalar, apresentou recorrência do quadro de hipotensão, taquicardia e taquidispneia, dessa vez acompanhado de febre, leucocitose, sem sangramento ativo. Recebeu o diagnóstico de choque séptico e foram iniciadas adequadamente as medidas terapêuticas. No segundo dia de antimicrobiano, o paciente apresentava-se sem melhora signficativa e com sangramento importante ao redor do orifício de inserção do acesso venoso central, além de melena. Os exames laboratoriais eram: Hemograma: Hb: 10,4 g/dl, Ht: 31%, leucócitos totais: 14.500/µl, plaquetas: 75.000/µl. Presença de moderada quantidade de esquizócitos em lâmina de sangue periférico. Dímeros-D: 1000 ng/ml (VR: inferior a 500ng/dl). TAP: RNI de 6,5. TTPA: relação P/N 3,5 (VR: 0,8-1,2). Fibrinogênio: 130 mg/dl (VR: 150: 150-370 mg/dl). Nesse caso, qual é a conduta hematológica adequada?
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