UFPB - PB - 2014 - R1 - 1

Questão 2

Seu João, 51 anos, chega a unidade de saúde da família (USF) de sua comunidade no início da tarde em busca de atendimento. Refere que após o almoço começou a sentir uma sensação de morte iminente, palpitação, dor no peito e falta de ar. Ao passar no acolhimento, a nova técnica de enfermagem verifica a pressão que está 180 x 100 mmHg, a frequência cardíaca que está 96 bpm e a glicemia capilar que está 134 mg/dl. A técnica então se preocupa com a possibilidade de ser um infarto e chama o médico com urgência. Ao chegar na sala, Dr. André reconhece o paciente, segura a mão do seu João e fala: - Está difícil suportar, não é, seu João? O paciente então cai no choro e conta que não consegue se conformar com a morte da esposa e tem tido crises de choro com frequência. Tem medo de morrer também e deixar os filhos sem ninguém. Foi à emergência e o médico fez uma bateria de exames dizendo que a única coisa que tinha era diabetes, fato que o deixou ainda mais preocupado. Dr. André olha os exames e verifica apenas uma glicemia alterada no valor de 130 mg/dl. Conversa então com o paciente e o apoia, tranquilizando sobre o exame. Libera o paciente com a solicitação de uma nova glicemia de jejum e pede que retorne com o exame ou antes se não estiver bem. Paciente sai mais calmo e agradecido e a técnica de enfermagem pede desculpas ao médico pela sua afobação. Dr. André então a tranquiliza e mostra o prontuário do paciente onde há dados de sua boa condição de saúde e vários exames normais, referindo que está tudo dentro da demora permitida para o caso. Na conversa com a técnica de enfermagem, Dr. André refere que a evolução do caso está dentro da demora permitida para o mesmo. Em relação ao uso da demora permitida podemos afirmar que: I - É possível ser usada com frequência na APS devido ao alto grau de remissão espontânea das demandas ambulatoriais. II - Baseia-se em questionamentos sobre a possibilidade de gravidade da doença e um tempo estimado de observação do paciente sem intervir. III - É uma estratégia que visa a redução de custos para o sistema de saúde, não havendo nenhum benefício para o paciente. IV - Pode proteger o paciente de intervenções desnecessárias. Quais das afirmativas acima são verdadeiras?
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