UFPE - PE - 2014 - R1 - 1

Questão 48

Desde 1989 nenhum caso de polioparalítica associada ao poliovírus selvagem foi detectado no Brasil, nem a presença do vírus em portadores assintomáticos, ou ainda no meio ambiente. Mas ocorreram casos de paralisia flácida associada ao vírus vacinal (VAPP). Entre 1995 e 2001, dez casos de VAPP foram confirmados, resultando em estimativa de incidência de um caso para cerca de 5 milhões de primeiras doses de VOP administradas. As estimativas de VAPP para o Brasil são menores que a estimativa de um caso para 1,2 milhão de primeiras doses para a América Latina, e de um caso para 750 mil primeiras doses para os Estados Unidos. Mas o risco de VAPP no Brasil pode estar subestimado, pois foram considerados apenas os casos confirmados de VAPP. Embora esse risco fosse aceitável nas fases iniciais da campanha de eliminação da doença, atualmente o risco de VAPP é maior que o risco de reintrodução do vírus selvagem. A continuidade de vacinação exclusiva com VOP no Brasil é eticamente inaceitável, considerando a existência de vacina inativada eficaz e segura (VIP). O uso da VOP na rede pública de saúde leva o aumento da inequidade, uma vez que crianças de maior nível socioeconômico têm acesso à VIP na rede privada, enquanto as crianças pobres, dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), continuam tendo risco de VAPP. Considerando os riscos descritos no texto acima, o Ministério da Saúde determinou mudanças, desde 2013, na vacinação contra a poliomielite no Brasil. Em relação à nova estratégia, é correto afirmar que:
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